Doce Medo (Lya Luft)
Tenho medo da dor de tua ausência
que me queima por dentro.
E da ternura eu tenho medo, dessa
beleza das noites secretas
quando chegas
sempre como se fosse a única vez.
Tenho medo de que um dia queiras
cessar esse rio de águas ardentes
onde mais do que os corpos
tocam-se as almas,
anjos desatinados luzindo no breu.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
e essa vontade insaciável de te ver é ressentimento, esperança de que você seja diferente de tudo aquilo que falou, que foi apenas um momento insano.. vontade que acaba comigo, faz meus dias nublados, custa passar. talvez eu acabe falando, mas falar sobre o quê? falar como, se você é assim e simplesmente não entenderia, que podem existir os melhores motivos e argumentos para me derrubar, mas eu sinto, e não há argumento no mundo que derrube um sentimento. você insiste em tocar no assunto, eu entendo, seria o mais sensato a fazer talvez, mas não comigo. você sabe como eu funciono, o que são palavras diante da demonstração do afeto? talvez seja só egoísmo mesmo, mas talvez eu não seja louca. eu não sei qual é a sua reação diante das pessoas, mas o que me dói é a sua necessidade de auto-afirmação às minhas custas. eu sei, eu sei, é inconsciente, e é por isso que eu ainda hesito em dizê-lo a você, seria injusto tentar mudar um traço da sua personalidade. ou não, caso eu ainda continue infeliz.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Una
A gente briga, se estressa, leva na cara e desconta no primeiro chocolate que aparece. A gente pensa, digita, salva no rascunho, repensa, tenta, conversa com os amigos. A gente vai pra cama e imagina diversas situações, chora, faz um drama, chora mais e revira até pegar no sono. A gente ama, ama tanto que se dá por vencido e perdoa. A gente se deixa amar amando. A gente sai ganhando. A gente.
em Alexandrismo
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